O que fazer em 3 dias em Melbourne – a melhor cidade do mundo para se viver

O roteiro em Melbourne vai dos parques incríveis às casinhas coloridas de Brighton Beach e revela uma cidade moderna e encantadora! O grande final fica por conta do passeio pela Great Ocean Road, que é de encher os olhos com tantas belezas naturais. Veja as dicas e inspire-se!

Melbourne é a capital e a cidade mais populosa do estado de Victoria e todos dizem ser uma cidade que fascina, mas conosco não foi exatamente amor à primeira vista… Nós chegamos via Aeroporto Melbourne Tullamarine (o mais próximo da cidade) e pegamos o SkyBus logo na saída do terminal. Ele custa AU$ 19,00 por pessoa, com parada final na Southern Cross Station, a duas quadras do nosso hotel (Ibis Little Bourke St – bem básico). Chegamos na hora do rush, em meio a movimento, carros, trams e pessoas indo pra cá e prá lá num ritmo frenético. Aliado à isso, o hotel ficava numa rua estreita e estranha à primeira vista. Por sorte essa foi só a primeira impressão…

Melbourne foi se revelando aos poucos. E assim que deixamos as malas por lá, saímos pra conhecer o centrinho movimentado, passando pela Federation Square e pela beira do rio (Yarra River), que é cheia de restaurantes e tem uma atmosfera bem legal, acabamos jantando por lá e voltamos pro hotel, finalizando o dia.

Fed Square
Federation Square
Visitor Centre
Federation Square
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Yarra River

E eis que em Melbourne tudo parece ser irritantemente impecável: a cidade é limpa, segura, cosmopolita, possui educação de qualidade e segurança pública, além de ter um transporte público dinâmico e funcional – por lá circulam carros, táxis, ônibus, bicicletas, trams e até charretes. Por falar nos trams, eles são semelhantes a bondes e no centro da cidade o transporte com trams é gratuito, local conhecido como Free Tram Zone ou seja, você entra e sai sem pagar nada. Mas não se anime, as coisas costumam ser bem caras por lá, mais caras que Sydney inclusive.

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Local de embarque e desembarque de passageiros do tram
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Transporte público
Tram
Transporte público

No dia seguinte exploramos os parques da cidade, começando pelo Flagstaff Gardens, depois passamos no Queen Victoria Market e pelo Carlton Gardens, onde fica o Royal Exhibition Building e o Melbourne Museum. Que lugar lindo! Tenho que admitir que o outono e as folhas das árvores caindo deram um charme a mais..

Flagstaff Gardens
Flagstaff Gardens
QV M 2
Queen Victoria Market
Carlton REM
Royal Exhibition Building
Carlton G
Carlton Gardens

Saindo dali andamos até a Hosier Lane, a mais famosa das Lanes de Melbourne. Lanes são pequenas ruas normalmente cheias de cafés e restaurantes que ficam espalhadas pelo centro e nas quais os artistas aproveitam pra fazer seus grafites.

Hosier Lane
Hosier Lane

A Hosier Lane é bonita, mas confesso que achei outras ruas com pinturas mais interessantes, como essa que era bem ao lado do nosso hotel.

Lane
Arte de rua

Continuamos andando até o memorial Shrine of Remembrance ou Santuário da Lembrança, um dos maiores memoriais de guerra da Austrália e que proporciona uma vista linda da cidade. Esse memorial fica inserido no Royal Botanic Gardens.

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Shrine of Remembrance
RBG SHINE
Royal Botanic Gardens e vista do centro de Melbourne
Parque
Royal Botanic Gardens e vista do centro de Melbourne

Seguimos andando pelo Albert Park, local onde acontece o circuito de Formula 1 e continuamos até St.Kilda, uma das praias de Melbourne.

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Albert Park
sT. Kilda
Catani Gardens e praia de St. Kilda ao fundo
Luna Park St Kilda
Luna Park em St. Kilda Beach

Do começo do dia até a praia de St.Kilda andamos pelo menos 10km, o que pode parecer loucura, mas boa parte do caminho foi em meio à jardins e parques. A cidade é repleta deles, e assim a caminhada se torna muito mais interessante.

Em St.Kilda pegamos um Uber até Brighton Beach, basicamente pra ver as famosas casinhas coloridas. Voltamos ao centro também de Uber.

Brighton
Brighton Beach

No final da tarde a idéia era ir até as Docklands pra ver o pôr do sol, mas no meio do caminho estava o Etihad Stadium e uma multidão de pessoas indo pra lá. Na hora fomos até a bilheteria e compramos os ingressos pra ver um jogo que sequer sabíamos de qual esporte se tratava. Logo descobrimos que era o futebol australiano (conhecido como footy –  aliás os australianos tem mania de abreviar todas as palavras). Semelhante ao rugby, é um esporte nascido em Melbourne e paixão nacional. Logo o estádio ficou completamente lotado. Detalhe: as torcidas ficam misturadas e apesar do fanatismo todos se comportam e respeitam o espaço um do outro.

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Etihad Stadium
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Jogo de futebol australiano

Saindo do jogo ainda fomos presenteados com o tal anoitecer nas Docklands, lindíssimo!

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Docklands
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Docklands

O dia seguinte estava reservado para o passeio pela Great Ocean Road e os Doze Apóstolos. Acabamos indo de ônibus com a Great Ocean Road Melbourne Tours, que quebrou o galho, mas se puder escolher prefira alugar um carro e ir por conta, assim poderá parar em vários lugares que o ônibus não parou (pela falta de tempo ou pelo tamanho).

O tour começa com uma pausa em Anglesea onde é servido chá com bolachas e o famoso “Vegemite”, uma pasta de levedura meio salgada e bem escura que os australianos amam – mas nós odiamos. Aliás acho que só os australianos é que gostam daquilo, rsrs.

Foram feitas mais duas paradas para fotos no caminho, com direito a observar coalas vivendo em seu habitat natural e paisagens de tirar o fôlego, a Great Ocean Road é mesmo incrível. Ela é considerada o maior memorial de guerra do mundo, pois foi construída na década de 1930 por mais de 3 mil soldados que haviam retornado da 1ª Guerra Mundial, em homenagem aos soldados mortos.

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Vista de uma das paradas do tour pela Great Ocean Road

O almoço foi em Apollo Bay, uma pequena vila com comércios, restaurantes e alguns hotéis.

Logo que entramos no Parque Nacional de Port Campbell a estrada deixa de ser à beira-mar e passa a ser pelo meio do parque. São muitas curvas! Mas o caminho todo compensa quando se chega aos Doze Apóstolos. Que lugar incrível. São formações de arenito esculpidas pelo vento e pelas ondas ao longo de milhares de anos.

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Parque Nacional de Port Campbell
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Os Doze Apóstolos
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Os Doze Apóstolos

Paramos também no Loch Ard Gorge, um desfiladeiro que recebeu esse nome em referência ao navio inglês “Loch Ard” que naufragou ali, em 1878, após 3 meses de viagem, deixando apenas 2 sobreviventes. É um local que impressiona pela grandiosidade da natureza.

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Loch Ard Gorge
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Loch Ard Gorge
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Formação de caverna ao final da praia onde está o Loch Ard Gorge
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Vista de um dos mirantes

Por último paramos em Port Campbell Beach para um descanso final antes de voltar à Melbourne. A volta não é pela Great Ocean Road, mas pelo interior, passando por fazendas e pequenas cidades até se aproximar de Melbourne.

No dia seguinte seguimos viagem, pegamos um Uber até o aeroporto e voamos pra Brisbane. Nesses 3 dias em Melbourne conseguimos ver porque ela já foi eleita tantas vezes como a melhor cidade do mundo para se viver!

9 comentários em “O que fazer em 3 dias em Melbourne – a melhor cidade do mundo para se viver

  1. olá… Melbourne me pareceu interessante e atraente de uma maneira que nem podia imaginar! Além do mais ela é variada e não única como eu imaginava! Curti e me interessei! 🙂

    O anoitecer foi lindo!

    Fiquei curiosa com o Vegemite! rsrsrs A Great Ocean Road tem paisagens belíssimas e embora eu não curta muito road trips, acho que esta estrada merece, como você menciona, a liberdade de estar de carro! E a história relacionada a soldados, 1° guerra e tal torna tudo ainda mais atraente. bjs

  2. Gente, que lindo! Acho que é a primeira vez que vejo um post sobre Melbourne! E, óbvio, fiquei morrendo de vontade de conhecer, mentira, de morar mesmo! haha Adorei o “irritantemente impecável”! Eu moro em Abu Dhabi e, se não for verão, também dá pra ter a mesma sensação daqui. E esse céu no Botanic Gardens? Lindo demais! Amei as dicas, explicações e as fotos! Beijo grande

    1. Obrigada Polly! Então.. tive a mesma vontade hehehe.. A cidade é muito legal! Abu Dhabi deve ser incrível também, ano que vem estou planejando conhecer a região numa parada estratégica no caminho pra Indonésia. Beijos!

  3. Oi Laís! Interessante como um post bem escrito e fotos bem legais podem mudar um pensamento. Eu nunca tive muito interesse por essa região, mas ao ler seu relato, já fiquei refletindo sobre uma possível ida, he he he…
    Parabéns pelo post!
    Abraços,
    Carolina

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